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ATENDIMENTO AOS DOMINGOS E TERÇAS-FEIRAS:


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10:00 Hs : ATENDIMENTO AOS MÉDIUNS, PALESTRA E DESENVOLVIMENTO ***AOS DOMINGOS.




Minha prece...

Salve Deus

"OBRIGADO DEUS POR NÃO PERMITIR QUE EU PERCA O EQUILÍBRIO, QUANDO SEI QUE INÚMERAS FORÇAS QUEREM QUE EU CAIA."


quinta-feira, 27 de junho de 2013

CHEFE SEATTLE

Sabedoria dos Ancestrais


Carta do Chefe Seattle para o Presidente dos Estados Unidos Francis Pierce - Washington, 1855.

“Como podeis comprar ou vender o céu, o mormaço da terra”? A ideia não tem sentido para nós. Se não possuímos o frescor do ar ou o brilho da água, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, a areia da praia, a neblina dos bosques sombrios, o brilhante e zumbidor inseto, o canto dos pássaros, tudo é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem a terra de seu nascimento, quando vão pervagar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a Mãe do homem vermelho. Somos parte dela e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, os antílopes, os cavalos, a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, a energia vital do pônei e do homem, tudo pertence a uma só família.
Assim quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossas terras, ele está pedindo muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que nos colocará em uma "reserva" onde possamos viver por nós mesmos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Se é assim, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Mas tal compra não será fácil, já que esta terra é sagrada para nós.

A límpida água que percorre os regatos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos Ancestrais. Se vos vendermos a terra, tereis de lembrar a vossos filhos que ela é sagrada, e que os reflexos do sol sobre a superfície dos lagos evocam eventos e fases da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos nossos Ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, eles nos saciam a sede. Levam as nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra a vós, deveis vos lembrar de ensinar a vossas crianças que os rios são nossos irmãos, vossos irmãos também, e deveis a partir de então, dispensar aos rios a mesma espécie de afeição que dispensais a um irmão.
Nós sabemos que o homem branco não compreende nosso modo de ser, o qual chama de selvagem. Para ele um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que necessita. A terra não é sua Mãe, mas sua inimiga, depois que a submete a si, que a conquista, que a esgota, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece.
Trata sua Mãe, a terra, e seus irmãos animais, o céu, como coisas a serem compradas ou roubadas, como se fossem as peles de carneiro contaminadas com varíola ou as contas sem valor, que trazem para nós. Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. Isso, eu não compreendo. Nosso modo de ser, chamado por vós de selvagem, é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer os olhos do homem vermelho.
Talvez seja porque, como vocês dizem, o homem vermelho é um selvagem e como tal, nada pode compreender.
Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio e paz. Um só lugar onde ouvir o farfalhar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto.
Talvez seja porque, como dizem, sou um selvagem e não posso compreender.
O barulho serve apenas para insultar os ouvidos. E que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja, o uivo dos lobos ou o coaxar das rãs à margem dos charcos de noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento tocando a superfície das águas do lago, ou a fragância da brisa, purificada pela chuva do meio-dia ou aromatizada pelo perfume dos pinhos.
O ar é precioso para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis vos lembrar de que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O ar que vossos avós inspiraram ao primeiro choro foi o mesmo que lhes recebeu o último suspiro.

Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir sorver a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.
Assim consideramos vossa proposta de comprar nossa terra. Se nos decidirmos a aceitá-la, farei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Como dizem, sou um selvagem e não compreendo de outro modo. Tenho visto milhares de Búfalos apodrecerem nas pradarias, deixados lá pelo homem branco, que neles atira de um trem em movimento. Sou como dizem, um selvagem e não compreendo como a fumegante serpente de ferro possa ser mais importante que o Búfalo, que nós caçamos apenas para nos mantermos vivos.
Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecessem, o homem morreria de solidão espiritual. Tudo isso irá afetar o homem, estamos todos relacionados.
Deveis ensinar a vossos filhos que o chão onde pisam simboliza as cinzas de nossos Ancestrais. Para que eles respeitem a terra, ensinai a eles que ela é enriquecida pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinais aos vossos filhos o que ensinamos aos nossos: Que a terra é a nossa Mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, está cuspindo sobre si mesmo. De uma coisa nós temos certeza: A terra não pertence ao homem branco. O homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado. O que fere a terra fere também os filhos da terra.
O homem não tece a teia da vida. É antes um de seus fios. O que quer que faça à essa teia, faz a si mesmo. Mesmo o homem branco, a quem Deus acompanha e com quem conversa como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. É... apesar de tudo, somos todos irmãos.
De uma coisa sabemos e talvez o homem branco venha a descobrir um dia: Nosso Deus é o mesmo Deus. Podeis pensar hoje que somente vós o possuis, como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homen e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho.
Esta terra é querida dele, e ofender a terra é insultar o Criador. Os brancos também passarão, talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai vossa cama, e chegará uma noite, na qual vos sufocareis no meio de vossos próprios excrementos.
Mas em nossas visões, brilhareis alto, iluminado pela força do Deus que voz trouxe a esta terra e por que algum favor especial vos outorgou domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último Búfalo for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo fedor do suor dos homens brancos e a visão das grandes colinas bloqueadas por fios falantes.
Onde estão as florestas? Desapareceram. Onde está a Águia? Desapareceu. Será o fim do viver e o início do sobreviver. "
Mitakue Oyassin
Chefe Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington




terça-feira, 19 de março de 2013

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Mutirão




Com -0- em Cristo Jesus...





Salve Deus!
Meus irmãos e irmãs... mestres do Amanhecer!

O Adj. Alajo, mestre Horácio Vilanova comunica que está em plena construção do Tempo Alajo do Amanhecer de Itaguatins - TO, e o Pequeno Pajé. Necessitamos da colaboração de todos com materiais de construção em geral: tijolos, cimento, areia, ferro, telhas brasilite comum... enfim tudo o que é imprescindível para uma obra como esta, mas principalmente se faz necessário a mão-de-obra dos Jaguares que traz a tão importante emanação.
  

Colabore com o que puder e como puder, sua ajuda positiva para a concretização desta obra é de grande importância para o resgate espiritual desta região!


Maiores informações:
Contato.
Adj. Alajo, mestre Horácio Vilanova
Ninfa Coordenadora, Ariádne Vilanova
E-mail: adjuntoalajo@hotmail.com / ariadnefurtado@hotmail.com
Tels.: (63) 3477-1109 / 8133-5180 / 8133-5048
Endereço: Av. Beira Rio, nº 851 - Centro - Itaguatins - TO

SALVE DEUS!


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

ORAI E VIGIAI


CARNAVAL
“Orai e vigiai”



Nos dias de carnaval, os maus Espíritos se aproveitam para extravasar em nós encarnados, todas as suas maldades, quando os nossos pensamentos e sentimentos se fixam mais nos prazeres da matéria.  Uma vez caídos nas armadilhas, passamos a ser guiados pelas forças malignas e a comprovação disso tudo, encontramos na realidade das estatísticas policiais e hospitalares, pelo numero cada vez crescente das ocorrências policiais, hospitalares e de óbitos, no período carnavalesco.  Tudo depende do nosso pensamento e dos nossos sentimentos.  Se eles forem bons atrairemos boas companhias, mas se forem maus, atrairemos maus Espíritos.
As festas carnavalescas, com facilidade, fazem explodir tensões e ansiedades refreadas, liberando complexos e recalques intensamente reprimidos nos dias comuns.
Interesses puramente materiais absorvem as atenções de multidões, brigas e contrariedades se multiplicam, a invigilância, a intolerância e a falta do amor fraterno geram os excessos que respondem por males que vitimam milhares de lares.



Como a misericórdia divina é infinita, o socorro sempre desce do alto.  No campo espiritual, grandes Prontos Socorros de emergência são montados em locais estratégicos, acima das grandes cidades, onde o carnaval “fervilha”, para o atendimento fraterno dos vitimados de tais armadilhas e que se acidentam e falecem nos dias de carnaval, drasticamente, através de lutas, acidentes, assassinatos e suicídios.
Cabe a cada um de nós avaliarmos o que queremos, nos comportando de acordo e suportando com responsabilidade as consequências de nossas escolhas. De maneira geral, independente de carnaval ou não, devemos sempre nos vigiar e buscar manter o equilíbrio.

A festa é vestígio da barbárie e do primitivismo ainda reinante, e que um dia ainda desaparecerão da Terra, quando a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o jubilo real substituírem as paixões do prazer violento e o homem houver despertado, para a beleza, a arte, sem agressão nem promiscuidade.
O espírita deve afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do Carnaval, inclusive as que se destacam, pelo excesso de gula, desregramento de manifestações exteriores espetaculares.
Fiquem atentos na direção e nunca se esqueçam de orar: Ao sair, ao chegar. Ou mesmo em momentos difíceis, porque o templo de Deus está dentro de nós!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

OBSESSÃO ESPIRITUAL



Medicina reconhece 
obsessão espiritual





                   Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...
Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade. 
Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP: 

A obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade:

Mente, corpo e espírito.

                    


 Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: 
Biológico, psicológico e espiritual.

Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.
Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.

Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.. 

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.
 O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.
 
Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade. 
Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas. 
Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas. 
 
Texto de Osvaldo Shimoda
Colaboração de CEECAL - Centro de Estudos Espírita Caminho da Luz: http://ceecal.com/

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

AMOR E RAZÃO!!!

"MINISTRO ALAJO PERFEITO EQUILÍBRIO ENTRE O AMOR E A RAZÃO!!!"

A razão é o conjunto de fatores que levam o Homem à escolha do caminho certo, em sua jornada, resultado da elaboração equilibrada de seu intelecto (*), de sua inteligência (*) e de sua energia mental (*), constituindo-se na diferença entre o Homem e os três reinos da Natureza, pois se relaciona diretamente com dois mecanismos da mente - equilíbrio e consciência, controlando ações e reações e se sobrepondo aos instintos.
A razão, de modo geral, funciona com representações, ou seja, as imagens mentais, idéias ou conceitos que correspondem aos objetos exteriores, devendo, por isso, haver uma garantia de que a representação corresponda, o máximo possível, ao objeto representado. E para isso é necessário:
Que as coisas sejam representadas corretamente, com o mínimo risco de erro;
Que o intelecto controle todas as etapas das operações necessárias;
Que sejam feitas deduções que levem ao progresso do conhecimento.
A razão direciona o raciocínio e abre as perspectivas para a verdadeira aplicação do livre arbítrio, permitindo que o espírito encarnado tome suas decisões e se posicione corretamente na sua caminhada, em seu lar, na sociedade em que vive e, especialmente, em qualquer doutrina ou seita que abrace, aprendendo a perceber a natureza boa ou má das coisas e dos seres, sabendo fazer uma idéia, o melhor possível, de tudo e de todos, independentemente de sua vontade e de seu gosto, guiando-se somente pelo real e pela verdade.
Muito ouvimos Tia Neiva e Pai Seta Branca nos alertando para o fato de que “a lei física que nos conduz à Razão é a mesma que nos conduz a Deus!”
 “É claro que teríamos de ser como somos, preparados, seres angelicais, perfeitos, divinos! O fundamental é saber assimilar, sempre, a força que temos.
Quando a razão te falar, não siga de imediato. Presta bem atenção nas causas ou projetos. Enquanto não sentires perfeito ao teu redor, considerando que a razão que te guia é a mesma que te condena, procura te conheceres bem, para saberes se estás só.
Muitas vezes os nossos impulsos são tirados pela nossa razão.
Não somos suficientemente preparados e tudo que expomos terá que ser cuidadosamente examinado por nós mesmos.” (Tia Neiva, 28.6.77) 
  • “Vamos, hoje, individualizar nossa posição na Terra, esclarecendo-nos de tudo que nos faz sofrer."
Esta minha mensagem precisa ser ouvida na individualidade, sem o turbilhão da tarefa de cada dia, porque a paisagem que nos cerca, muitas vezes, nos envolve, desperdiçando energias, pois o espírito, na Terra, está sempre indeciso entre as solicitações de duas potências: o sentimento e a razão! 
Para terminar esse conflito é preciso que a Luz se faça em nós. Sabemos que a alma se revela por seus pensamentos e também pelos seus atos. Porém, nem por isso devemos nos escravizar.
"Jesus nos coloca como discípulos ao alcance dos mestres!”
(Tia Neiva, Carta Aberta n. 3, de 25-9-77) 
  • “Faz-se preciso a maior concentração da alma sobre si mesma, a mais profunda introspeção, fazendo agir a percepção, nessa busca para encontrar os fatos, agindo à luz da razão em todos os campos psíquicos...”
(Tia Neiva, 9.2.80)
Observações Tumarã

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

TIA NEIVA & MÁRIO SASSI



        A porta da casa se abriu e a pessoa que eu havia conduzido fez sinal para que me aproximasse. Saí do carro com má vontade e entrei na casa modesta. Na pequena sala estava sentada uma senhora de uns quarenta anos, modestamente vestida, em cuja figura se destacavam os cabelos longos e os olhos pretos, penetrantes.

Foi-me apresentada como “dona Neiva” e eu, muito a contragosto, aceitei o cafezinho. Mas não podia despregar os olhos dela. Fez-se silêncio por alguns minutos, e ela ficou me olhando, com ar pensativo. Minha passageira falava sem cessar, elogiando as qualidades da anfitriã, mas eu mal a ouvia. Entre a dona da casa e eu havia se estabelecido um rapport, e o mundo cessara momentaneamente de existir. Depois das amenidades de costume, ela me surpreendeu com suas palavras:

       - O senhor está sofrendo muito. – disse ela –  Será que não poderia voltar aqui para conversarmos?

- Como é que a senhora sabe? – retruquei – O quê a senhora está vendo?
     
       - Volte aqui e eu lhe direi. Veja se pode voltar hoje à noite. –  respondeu ela –  Venha que eu quero ver o seu quadro espiritual.
    
    Despedi-me apressado, meio confuso, e o resto do dia passei mais desligado que de costume. Aquela cena e a figura de dona Neiva persistiam na minha mente e meu coração acelerava quando me lembrava da visita. Tão pronto escureceu, dirigi-me para Taguatinga.

        Fui admitido na mesma sala, e desagradou-me o fato de nela existirem outras pessoas. Entrei na conversa banal com relutância. Nesse tempo eu mal tinha a capacidade de ser sociável. Dona Neiva conversava com todos, e eu já desanimava da possibilidade de falar com ela a sós. Embora preparado para mais uma decepção, minha curiosidade persistia. Eram quase onze horas da noite quando ficamos relativamente sós. Digo relativamente, porque as pessoas mais íntimas se haviam retirado para a cozinha, em companhia dos familiares da dona da casa.

        Ela, sentada com simplicidade, cruzou os braços sobre o busto e perguntou meu nome e idade. Permaneceu em silêncio alguns minutos e, depois, começou a falar.

       - Seu Mário, – disse ela –  o senhor é uma pessoa insatisfeita, mas tem uma grande missão a cumprir. Sua vida vai mudar completamente, e o senhor irá encontrar a realização que tanto tem procurado. A vida tem sido muito dura com o senhor, mas agora chegou a sua hora. Tire essa idéia de suicídio da cabeça. O senhor tem muito a realizar.

        Dito isso, ela calou-se e permaneceu me olhando como se não me visse.
      
     Meio constrangido diante do seu silêncio e descrente do que ouvira, desandei uma torrente de queixas amarguradas, eivadas de ironias, que ela ouviu pacientemente. De vez em quando fazia uma observação, e eu, mais desabafado, fui-me compenetrando de que não estava diante de uma criatura comum. Passado o primeiro momento de surpresa, notei que ela se havia referido a algumas passagens da minha vida íntima, traçando um quadro muito acurado da minha realidade. Isso, sem eu ter dito nada, ou quase nada, além do meu nome e idade!
     
        Era evidente que eu estava diante de um fenômeno novo e com todas as características de autenticidade. Como para dirimir qualquer dúvida, toda vez que ela fazia alguma afirmação, acrescentava: “Digo-lhe em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
   
     Nossa conversa foi longa e profunda. Quando deixei a casa, já de madrugada, eu havia penetrado num mundo novo. Minha vida se apresentava, então, com um quadro nítido, com uma explicação para cada fato. De repente, tudo começou a fazer sentido, a ter uma conexão lógica. Senti-me invadido por forças desconhecidas e a divisar um mundo acolhedor, no qual havia um lugar para mim!

        Passei o resto da noite insone e excitado. No dia seguinte, tão pronto pude livrar-me das obrigações mais prementes, corri para Taguatinga. Isso se repetiu nos dias subsequentes, e, três anos depois, em 1968, mudei-me para lá. Nesse ano, eu passei a ser um Doutrinador, de tempo integral, no modesto Templo da Ordem Espiritualista Cristã.

        O que se passou nesse tempo é quase inarrável, pelas características do incomum, do fantástico e do admirável. Na aparência, tanto física como social, o meu novo mundo era absolutamente vulgar. Esse fato, esse aparente lugar comum, foi o que mais contribuiu para que meus familiares, os colegas e os poucos amigos me julgassem louco. Isso é bem compreensível.

        A casa da Clarividente Neiva era um simples barraco alongado, que servia também como abrigo de menores abandonados. Na porta havia uma placa desbotada, com os dizeres: Orfanato Francisco de Assis. O Templo situava-se a três quarteirões de distância, no fim de uma rua sem calçamento. Feito de madeira que já fora usada várias vezes, só se distinguia como templo depois que a gente via seu interior. As pessoas que circulavam entre o Templo e a Casa Grande, como era chamada a casa de Neiva, eram, em sua maioria, de aparência modesta. Mas, havia sempre um ou mais carros vistosos, parados num ou noutro desses locais.

        As atividades se concentravam no interior desses dois edifícios – o Templo e a Casa Grande. O freqüentador casual pouco via nessas atividades além do lugar comum. Mas, sob essa aparência casual, vulgar, passavam-se os maiores fenômenos espirituais. Ali se vivia entre dois planos, graças à Clarividente Neiva. Centenas de pessoas tinham suas vidas equacionadas e os mais complicados conflitos humanos tinham solução por seu intermédio. A vida quotidiana era um constante alívio de angústias.

        Sem formalidades e com poucas obrigações, as pessoas iam passando por ela, de dia, de noite, nas circunstâncias mais banais, e saindo esperançadas, animadas. Só meu olhos atentos é que registravam o esdrúxulo, o fantástico de tudo aquilo. As próprias pessoas beneficiadas raramente sabiam avaliar devidamente o extraordinário das soluções que lhes aconteciam. Para a maioria, Tia Neiva era apenas uma criatura simples que atendia pacientemente e acalmava qualquer aflição. Poucos percebiam a complexa manipulação de forças que a solução de seus casos exigia.

        A maneira casual e simples de Neiva dizer: “Vou pedir a Deus pelo senhor...” ou, então, “Pode deixar que eu vou fazer um trabalho e as coisas vão melhorar!”, desarmam a pessoa de tal forma que seu problema já começa a ser resolvido no momento da entrevista. Mesmo na intimidade, nos raros momentos que se ficava só, sem pessoas alheias à casa, a simplicidade e o tom casual continuavam.

        Mas, meu espírito já estava desperto para a missão. Dia a dia minha mediunidade se abria e meus sentidos estavam alertas para tudo que acontecia. Pouco a pouco, num paciente e árduo trabalho de escuta e observação, eu colecionava fatos. Naquele ambiente pobre em seu exterior material, aconteciam os mais variados fenômenos mediúnicos. Os mais visíveis eram as incorporações, quase sempre feitas na intimidade, longe de olhos profanos.

        As pessoas que viviam em torno de Neiva eram simples, sem escolaridade, e avessas à racionalização. Estavam tão acostumadas com os fenômenos, que nada as espantava. As presenças do mundo espiritual e do etérico invisível eram corriqueiras. Vez por outra, um fato mais contundente chamava a atenção e era comentado durante muitos dias, colorido com lances imaginosos. O que mais me impressionava era a inconsciência humana que cercava Neiva. E assim, com displicência, em meio a uma refeição ou um ato caseiro qualquer, eu colhia respostas de perguntas milenares, de interrogações que os filósofos e os cientistas faziam há muito. Minhas perguntas curiosas logo me granjearam o apelido de “o intelectual”.

        Mas minha curiosidade era satisfeita com dificuldade. Cedo aprendi que a posição de um ser excepcional, que vive, simultaneamente, no transcendental e no temporal, é complexa e difícil em relação ao meio. Neiva via as coisas como elas realmente eram, mas não podia falar, mal podia comunicar.  Tinha ela que se ater à capacidade de cada um e, principalmente, ao estágio evolutivo de cada interlocutor. Jesus definiu bem essa posição quando disse “que não se deve dar pérolas aos porcos”...

        Outra coisa, que logo aprendi, é que as revelações não me eram feitas em função da minha capacidade intelectual ou cultural; eu as percebia por um merecimento de outra ordem, um estado sutil, notado apenas de relance. Assim é que entendi aquele máxima iniciática, que diz: “Quando o discípulo está preparado, o mestre aparece!”

        Do contraste entre minha maneira de ser e a da Clarividente Neiva é que pude avaliar minhas imperfeições, meu atraso espiritual. Logo perdi as pretensões de ser um iniciado, pois a distância era muito grande. Dolorosamente, dia por dia, fui percebendo a luta que se travava em mim, entre a personalidade transitória e a individualidade transcendental; a luta entre eu e meu espírito; a briga entre Deus e o Diabo. Depressa, desisti de querer me tornar igual à Clarividente, pelo simples fato de ela viver em dois planos ao mesmo tempo.

        Sua intimidade com o mundo do espírito, mediante um simples ato de mediunização, obriga-a a dar precedência aos atos do espírito. Eu, como todas as criaturas comuns, sou obrigado a longas lutas para tomar uma decisão e, mesmo assim, às vezes tomo a decisão errada. O ser comum decide por tentativas, erros e acertos. A Clarividente não erra, não pode errar, a não ser nas coisas que se referem a ela mesma. Uma palavra sua constrói ou destrói uma vida.

        Eu conhecia alguma coisa do Espiritismo tradicional, principalmente do Kardecismo ortodoxo. Na minha ignorância, atribuía, subjetivamente, poderes extraordinários aos espíritos. Como todos que acreditam na comunicação com eles, eu achava suas palavras como mais credenciadas que as dos seres encarnados. Logo, porém, compreendi a precariedade dessa posição, diante de duas razões fundamentais: a imperfeição nas comunicações e o respeito que os espíritos têm pelo livre arbítrio humano.

        A Clarividente Neiva é, também, um caso raro, só dado aos clarividentes, de ser um médium de incorporação inconsciente. Os espíritos que comunicam por seu intermédio o fazem livres de qualquer interferência dela, mas raramente dão conselhos ou orientação que decidam o assunto pela pessoa. Mantêm-se, sempre, no terreno do geral, das profecias que exigem elaboração do interlocutor para serem entendidas. Quando recebiam perguntas de ordem pessoal, davam orientação doutrinária e sugeriam à pessoa que consultasse Neiva, depois.

        A Clarividente tem, como os espíritos, acesso ao passado e ao futuro das pessoas. Mas tem, sobre eles, a vantagem da vida humana, de viver quotidianamente e conhecer os valores correntes. Percebi, então, que Neiva não só consultava os espíritos, como era consultada por eles.

        E, assim, fui vivendo e aprendendo. O mosaico de meu conhecimento, acrescentado da minha experiência de homem maduro, facilitaram minha “doutrinação” e me permitiram dirigir trabalhos mediúnicos. Aos poucos, tornei-me dirigente, não tanto pelas minhas qualidades, e, sim, pela minha disponibilidade. Eu conseguira, por alto preço, desligar-me das obrigações comuns e, assim, aos poucos, fui-me integrando na minha missão. Na proporção em que ela se delineava, eu compreendia melhor a profundidade da missão de Neiva.

        Sua vida é a vivência crística integral, que vive e dá testemunho. É um superser constante, que nunca se cansa, nunca pára, e sua tolerância chega a ser irritante!

        Depois de sete anos de vida ao seu lado, compreendi que esse ser representa o Espírito da Verdade, e que sua missão fundamental é nos preparar para o futuro. Entretanto, esse preparo não é feito por uma profecia específica, mas pela sua própria vida profética. A profecia é ela mesma, vivendo as coisas que transmite. E ela, agora, nos traz as notícias dos fatos que irão acontecer nas próximas três décadas, principalmente daqueles que irão ter seu ápice no ano decisivo de 1984!

Mário Sassi