SEJAM TODOS BEM VINDOS AO BLOG ALAJO DO AMANHECER, USAREMOS NOSSA MANEIRA MAIS SIMPLES PARA MOSTRAR-LHES A IMENSURAVEL GRANDEZA DE NOSSA DOUTRINA, QUE ATRAVÉS DA CURA DESOBSESSIVA E O AMOR INCONDICIONAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO VEM, HÁ MAIS DE MEIO SÉCULO AJUDANDO ESPÍRITOS ENCARNADOS E DESENCARNADOS ENCONTRAR O CAMINHO DE VOLTA À SUAS ORIGENS TRANSCENDENTAIS. SALVE DEUS E BOA SORTE !!!
FUNCIONAMENTO
ATENDIMENTO AOS PACIENTES:
TERÇAS-FEIRAS 17:00 Hs.
DOMINGOS 15:00 Hs.
.
10:00 Hs : ATENDIMENTO AOS MÉDIUNS, PALESTRA E DESENVOLVIMENTO ***AOS DOMINGOS.
Minha prece...
Salve Deus
"OBRIGADO DEUS POR NÃO PERMITIR QUE EU PERCA O EQUILÍBRIO, QUANDO SEI QUE INÚMERAS FORÇAS QUEREM QUE EU CAIA."
terça-feira, 19 de março de 2013
Mutirão
Com -0- em Cristo Jesus...
Salve Deus!
Meus irmãos e irmãs... mestres do Amanhecer!
O Adj. Alajo, mestre Horácio Vilanova comunica que está em plena construção do Tempo Alajo do Amanhecer de Itaguatins - TO, e o Pequeno Pajé. Necessitamos da colaboração de todos com materiais de construção em geral: tijolos, cimento, areia, ferro, telhas brasilite comum... enfim tudo o que é imprescindível para uma obra como esta, mas principalmente se faz necessário a mão-de-obra dos Jaguares que traz a tão importante emanação.
Colabore com o que puder e como puder, sua ajuda positiva para a concretização desta obra é de grande importância para o resgate espiritual desta região!
Maiores informações:
Contato.
Adj. Alajo, mestre Horácio Vilanova
Ninfa Coordenadora, Ariádne Vilanova
E-mail: adjuntoalajo@hotmail.com / ariadnefurtado@hotmail.com
Tels.: (63) 3477-1109 / 8133-5180 / 8133-5048
Endereço: Av. Beira Rio, nº 851 - Centro - Itaguatins - TO
SALVE DEUS!
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
ORAI E VIGIAI
CARNAVAL
“Orai
e vigiai”
Nos dias de carnaval, os maus
Espíritos se aproveitam para extravasar em nós encarnados, todas as suas
maldades, quando os nossos pensamentos e sentimentos se fixam mais nos prazeres
da matéria. Uma vez caídos nas armadilhas, passamos a ser guiados pelas
forças malignas e a comprovação disso tudo, encontramos na realidade das
estatísticas policiais e hospitalares, pelo numero cada vez crescente das
ocorrências policiais, hospitalares e de óbitos, no período carnavalesco.
Tudo depende do nosso pensamento e dos nossos sentimentos. Se eles forem
bons atrairemos boas companhias, mas se forem maus, atrairemos maus Espíritos.
As festas carnavalescas, com
facilidade, fazem explodir tensões e ansiedades refreadas, liberando complexos
e recalques intensamente reprimidos nos dias comuns.
Interesses puramente materiais
absorvem as atenções de multidões, brigas e contrariedades se multiplicam, a
invigilância, a intolerância e a falta do amor fraterno geram os excessos que
respondem por males que vitimam milhares de lares.
Como a misericórdia divina é
infinita, o socorro sempre desce do alto. No campo espiritual, grandes
Prontos Socorros de emergência são montados em locais estratégicos, acima das
grandes cidades, onde o carnaval “fervilha”, para o atendimento fraterno dos
vitimados de tais armadilhas e que se acidentam e falecem nos dias de carnaval,
drasticamente, através de lutas, acidentes, assassinatos e suicídios.
Cabe a cada um de nós avaliarmos
o que queremos, nos comportando de acordo e suportando com responsabilidade as
consequências de nossas escolhas. De maneira geral, independente de carnaval ou
não, devemos sempre nos vigiar e buscar manter o equilíbrio.
A festa é vestígio da barbárie e
do primitivismo ainda reinante, e que um dia ainda desaparecerão da Terra,
quando a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o jubilo real substituírem as
paixões do prazer violento e o homem houver despertado, para a beleza, a arte,
sem agressão nem promiscuidade.
O espírita deve afastar-se de
festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do Carnaval, inclusive
as que se destacam, pelo excesso de gula, desregramento de manifestações
exteriores espetaculares.
Fiquem atentos na direção e nunca
se esqueçam de orar: Ao sair, ao chegar. Ou mesmo em momentos difíceis, porque
o templo de Deus está dentro de nós!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
OBSESSÃO ESPIRITUAL
Medicina reconhece
obsessão espiritual
Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...
Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.
Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:
A obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade:
Mente, corpo e espírito.
Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...
Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.
Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:
A obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade:
Mente, corpo e espírito.
Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral:
Biológico, psicológico e espiritual.
Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.
O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.
Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.
Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual..
Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.
O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.
Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.
Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.
Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.
Texto de Osvaldo Shimoda
Colaboração de CEECAL - Centro de Estudos Espírita Caminho da Luz: http://ceecal.com/
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
AMOR E RAZÃO!!!
"MINISTRO ALAJO PERFEITO EQUILÍBRIO ENTRE O AMOR E A RAZÃO!!!"
A razão é o conjunto de fatores que levam o Homem à escolha do caminho certo, em sua jornada, resultado da elaboração equilibrada de seu intelecto (*), de sua inteligência (*) e de sua energia mental (*), constituindo-se na diferença entre o Homem e os três reinos da Natureza, pois se relaciona diretamente com dois mecanismos da mente - equilíbrio e consciência, controlando ações e reações e se sobrepondo aos instintos.
A razão, de modo geral, funciona com representações, ou seja, as imagens mentais, idéias ou conceitos que correspondem aos objetos exteriores, devendo, por isso, haver uma garantia de que a representação corresponda, o máximo possível, ao objeto representado. E para isso é necessário:
Que as coisas sejam representadas corretamente, com o mínimo risco de erro;
Que o intelecto controle todas as etapas das operações necessárias;
Que sejam feitas deduções que levem ao progresso do conhecimento.
A razão direciona o raciocínio e abre as perspectivas para a verdadeira aplicação do livre arbítrio, permitindo que o espírito encarnado tome suas decisões e se posicione corretamente na sua caminhada, em seu lar, na sociedade em que vive e, especialmente, em qualquer doutrina ou seita que abrace, aprendendo a perceber a natureza boa ou má das coisas e dos seres, sabendo fazer uma idéia, o melhor possível, de tudo e de todos, independentemente de sua vontade e de seu gosto, guiando-se somente pelo real e pela verdade.
Muito ouvimos Tia Neiva e Pai Seta Branca nos alertando para o fato de que “a lei física que nos conduz à Razão é a mesma que nos conduz a Deus!”
“É claro que teríamos de ser como somos, preparados, seres angelicais, perfeitos, divinos! O fundamental é saber assimilar, sempre, a força que temos.
Quando a razão te falar, não siga de imediato. Presta bem atenção nas causas ou projetos. Enquanto não sentires perfeito ao teu redor, considerando que a razão que te guia é a mesma que te condena, procura te conheceres bem, para saberes se estás só.
Muitas vezes os nossos impulsos são tirados pela nossa razão.
Não somos suficientemente preparados e tudo que expomos terá que ser cuidadosamente examinado por nós mesmos.” (Tia Neiva, 28.6.77)
- “Vamos, hoje, individualizar nossa posição na Terra, esclarecendo-nos de tudo que nos faz sofrer."
Esta minha mensagem precisa ser ouvida na individualidade, sem o turbilhão da tarefa de cada dia, porque a paisagem que nos cerca, muitas vezes, nos envolve, desperdiçando energias, pois o espírito, na Terra, está sempre indeciso entre as solicitações de duas potências: o sentimento e a razão!
Para terminar esse conflito é preciso que a Luz se faça em nós. Sabemos que a alma se revela por seus pensamentos e também pelos seus atos. Porém, nem por isso devemos nos escravizar.
"Jesus nos coloca como discípulos ao alcance dos mestres!”
(Tia Neiva, Carta Aberta n. 3, de 25-9-77)
- “Faz-se preciso a maior concentração da alma sobre si mesma, a mais profunda introspeção, fazendo agir a percepção, nessa busca para encontrar os fatos, agindo à luz da razão em todos os campos psíquicos...”
(Tia Neiva, 9.2.80)
Observações Tumarã
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
TIA NEIVA & MÁRIO SASSI
A porta da casa se abriu e a pessoa que eu havia conduzido fez sinal para que me aproximasse. Saí do carro com má vontade e entrei na casa modesta. Na pequena sala estava sentada uma senhora de uns quarenta anos, modestamente vestida, em cuja figura se destacavam os cabelos longos e os olhos pretos, penetrantes.
Foi-me apresentada como “dona Neiva” e eu, muito a contragosto, aceitei o cafezinho. Mas não podia despregar os olhos dela. Fez-se silêncio por alguns minutos, e ela ficou me olhando, com ar pensativo. Minha passageira falava sem cessar, elogiando as qualidades da anfitriã, mas eu mal a ouvia. Entre a dona da casa e eu havia se estabelecido um rapport, e o mundo cessara momentaneamente de existir. Depois das amenidades de costume, ela me surpreendeu com suas palavras:
- O senhor está sofrendo muito. – disse ela – Será que não poderia voltar aqui para conversarmos?
- Como é que a senhora sabe? – retruquei – O quê a senhora está vendo?
- Volte aqui e eu lhe direi. Veja se pode voltar hoje à noite. – respondeu ela – Venha que eu quero ver o seu quadro espiritual.
Despedi-me apressado, meio confuso, e o resto do dia passei mais desligado que de costume. Aquela cena e a figura de dona Neiva persistiam na minha mente e meu coração acelerava quando me lembrava da visita. Tão pronto escureceu, dirigi-me para Taguatinga.
Fui admitido na mesma sala, e desagradou-me o fato de nela existirem outras pessoas. Entrei na conversa banal com relutância. Nesse tempo eu mal tinha a capacidade de ser sociável. Dona Neiva conversava com todos, e eu já desanimava da possibilidade de falar com ela a sós. Embora preparado para mais uma decepção, minha curiosidade persistia. Eram quase onze horas da noite quando ficamos relativamente sós. Digo relativamente, porque as pessoas mais íntimas se haviam retirado para a cozinha, em companhia dos familiares da dona da casa.
Ela, sentada com simplicidade, cruzou os braços sobre o busto e perguntou meu nome e idade. Permaneceu em silêncio alguns minutos e, depois, começou a falar.
- Seu Mário, – disse ela – o senhor é uma pessoa insatisfeita, mas tem uma grande missão a cumprir. Sua vida vai mudar completamente, e o senhor irá encontrar a realização que tanto tem procurado. A vida tem sido muito dura com o senhor, mas agora chegou a sua hora. Tire essa idéia de suicídio da cabeça. O senhor tem muito a realizar.
Dito isso, ela calou-se e permaneceu me olhando como se não me visse.
Meio constrangido diante do seu silêncio e descrente do que ouvira, desandei uma torrente de queixas amarguradas, eivadas de ironias, que ela ouviu pacientemente. De vez em quando fazia uma observação, e eu, mais desabafado, fui-me compenetrando de que não estava diante de uma criatura comum. Passado o primeiro momento de surpresa, notei que ela se havia referido a algumas passagens da minha vida íntima, traçando um quadro muito acurado da minha realidade. Isso, sem eu ter dito nada, ou quase nada, além do meu nome e idade!
Era evidente que eu estava diante de um fenômeno novo e com todas as características de autenticidade. Como para dirimir qualquer dúvida, toda vez que ela fazia alguma afirmação, acrescentava: “Digo-lhe em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Nossa conversa foi longa e profunda. Quando deixei a casa, já de madrugada, eu havia penetrado num mundo novo. Minha vida se apresentava, então, com um quadro nítido, com uma explicação para cada fato. De repente, tudo começou a fazer sentido, a ter uma conexão lógica. Senti-me invadido por forças desconhecidas e a divisar um mundo acolhedor, no qual havia um lugar para mim!
Passei o resto da noite insone e excitado. No dia seguinte, tão pronto pude livrar-me das obrigações mais prementes, corri para Taguatinga. Isso se repetiu nos dias subsequentes, e, três anos depois, em 1968, mudei-me para lá. Nesse ano, eu passei a ser um Doutrinador, de tempo integral, no modesto Templo da Ordem Espiritualista Cristã.
O que se passou nesse tempo é quase inarrável, pelas características do incomum, do fantástico e do admirável. Na aparência, tanto física como social, o meu novo mundo era absolutamente vulgar. Esse fato, esse aparente lugar comum, foi o que mais contribuiu para que meus familiares, os colegas e os poucos amigos me julgassem louco. Isso é bem compreensível.
A casa da Clarividente Neiva era um simples barraco alongado, que servia também como abrigo de menores abandonados. Na porta havia uma placa desbotada, com os dizeres: Orfanato Francisco de Assis. O Templo situava-se a três quarteirões de distância, no fim de uma rua sem calçamento. Feito de madeira que já fora usada várias vezes, só se distinguia como templo depois que a gente via seu interior. As pessoas que circulavam entre o Templo e a Casa Grande, como era chamada a casa de Neiva, eram, em sua maioria, de aparência modesta. Mas, havia sempre um ou mais carros vistosos, parados num ou noutro desses locais.
As atividades se concentravam no interior desses dois edifícios – o Templo e a Casa Grande. O freqüentador casual pouco via nessas atividades além do lugar comum. Mas, sob essa aparência casual, vulgar, passavam-se os maiores fenômenos espirituais. Ali se vivia entre dois planos, graças à Clarividente Neiva. Centenas de pessoas tinham suas vidas equacionadas e os mais complicados conflitos humanos tinham solução por seu intermédio. A vida quotidiana era um constante alívio de angústias.
Sem formalidades e com poucas obrigações, as pessoas iam passando por ela, de dia, de noite, nas circunstâncias mais banais, e saindo esperançadas, animadas. Só meu olhos atentos é que registravam o esdrúxulo, o fantástico de tudo aquilo. As próprias pessoas beneficiadas raramente sabiam avaliar devidamente o extraordinário das soluções que lhes aconteciam. Para a maioria, Tia Neiva era apenas uma criatura simples que atendia pacientemente e acalmava qualquer aflição. Poucos percebiam a complexa manipulação de forças que a solução de seus casos exigia.
A maneira casual e simples de Neiva dizer: “Vou pedir a Deus pelo senhor...” ou, então, “Pode deixar que eu vou fazer um trabalho e as coisas vão melhorar!”, desarmam a pessoa de tal forma que seu problema já começa a ser resolvido no momento da entrevista. Mesmo na intimidade, nos raros momentos que se ficava só, sem pessoas alheias à casa, a simplicidade e o tom casual continuavam.
Mas, meu espírito já estava desperto para a missão. Dia a dia minha mediunidade se abria e meus sentidos estavam alertas para tudo que acontecia. Pouco a pouco, num paciente e árduo trabalho de escuta e observação, eu colecionava fatos. Naquele ambiente pobre em seu exterior material, aconteciam os mais variados fenômenos mediúnicos. Os mais visíveis eram as incorporações, quase sempre feitas na intimidade, longe de olhos profanos.
As pessoas que viviam em torno de Neiva eram simples, sem escolaridade, e avessas à racionalização. Estavam tão acostumadas com os fenômenos, que nada as espantava. As presenças do mundo espiritual e do etérico invisível eram corriqueiras. Vez por outra, um fato mais contundente chamava a atenção e era comentado durante muitos dias, colorido com lances imaginosos. O que mais me impressionava era a inconsciência humana que cercava Neiva. E assim, com displicência, em meio a uma refeição ou um ato caseiro qualquer, eu colhia respostas de perguntas milenares, de interrogações que os filósofos e os cientistas faziam há muito. Minhas perguntas curiosas logo me granjearam o apelido de “o intelectual”.
Mas minha curiosidade era satisfeita com dificuldade. Cedo aprendi que a posição de um ser excepcional, que vive, simultaneamente, no transcendental e no temporal, é complexa e difícil em relação ao meio. Neiva via as coisas como elas realmente eram, mas não podia falar, mal podia comunicar. Tinha ela que se ater à capacidade de cada um e, principalmente, ao estágio evolutivo de cada interlocutor. Jesus definiu bem essa posição quando disse “que não se deve dar pérolas aos porcos”...
Outra coisa, que logo aprendi, é que as revelações não me eram feitas em função da minha capacidade intelectual ou cultural; eu as percebia por um merecimento de outra ordem, um estado sutil, notado apenas de relance. Assim é que entendi aquele máxima iniciática, que diz: “Quando o discípulo está preparado, o mestre aparece!”
Do contraste entre minha maneira de ser e a da Clarividente Neiva é que pude avaliar minhas imperfeições, meu atraso espiritual. Logo perdi as pretensões de ser um iniciado, pois a distância era muito grande. Dolorosamente, dia por dia, fui percebendo a luta que se travava em mim, entre a personalidade transitória e a individualidade transcendental; a luta entre eu e meu espírito; a briga entre Deus e o Diabo. Depressa, desisti de querer me tornar igual à Clarividente, pelo simples fato de ela viver em dois planos ao mesmo tempo.
Sua intimidade com o mundo do espírito, mediante um simples ato de mediunização, obriga-a a dar precedência aos atos do espírito. Eu, como todas as criaturas comuns, sou obrigado a longas lutas para tomar uma decisão e, mesmo assim, às vezes tomo a decisão errada. O ser comum decide por tentativas, erros e acertos. A Clarividente não erra, não pode errar, a não ser nas coisas que se referem a ela mesma. Uma palavra sua constrói ou destrói uma vida.
Eu conhecia alguma coisa do Espiritismo tradicional, principalmente do Kardecismo ortodoxo. Na minha ignorância, atribuía, subjetivamente, poderes extraordinários aos espíritos. Como todos que acreditam na comunicação com eles, eu achava suas palavras como mais credenciadas que as dos seres encarnados. Logo, porém, compreendi a precariedade dessa posição, diante de duas razões fundamentais: a imperfeição nas comunicações e o respeito que os espíritos têm pelo livre arbítrio humano.
A Clarividente Neiva é, também, um caso raro, só dado aos clarividentes, de ser um médium de incorporação inconsciente. Os espíritos que comunicam por seu intermédio o fazem livres de qualquer interferência dela, mas raramente dão conselhos ou orientação que decidam o assunto pela pessoa. Mantêm-se, sempre, no terreno do geral, das profecias que exigem elaboração do interlocutor para serem entendidas. Quando recebiam perguntas de ordem pessoal, davam orientação doutrinária e sugeriam à pessoa que consultasse Neiva, depois.
A Clarividente tem, como os espíritos, acesso ao passado e ao futuro das pessoas. Mas tem, sobre eles, a vantagem da vida humana, de viver quotidianamente e conhecer os valores correntes. Percebi, então, que Neiva não só consultava os espíritos, como era consultada por eles.
E, assim, fui vivendo e aprendendo. O mosaico de meu conhecimento, acrescentado da minha experiência de homem maduro, facilitaram minha “doutrinação” e me permitiram dirigir trabalhos mediúnicos. Aos poucos, tornei-me dirigente, não tanto pelas minhas qualidades, e, sim, pela minha disponibilidade. Eu conseguira, por alto preço, desligar-me das obrigações comuns e, assim, aos poucos, fui-me integrando na minha missão. Na proporção em que ela se delineava, eu compreendia melhor a profundidade da missão de Neiva.
Sua vida é a vivência crística integral, que vive e dá testemunho. É um superser constante, que nunca se cansa, nunca pára, e sua tolerância chega a ser irritante!
Depois de sete anos de vida ao seu lado, compreendi que esse ser representa o Espírito da Verdade, e que sua missão fundamental é nos preparar para o futuro. Entretanto, esse preparo não é feito por uma profecia específica, mas pela sua própria vida profética. A profecia é ela mesma, vivendo as coisas que transmite. E ela, agora, nos traz as notícias dos fatos que irão acontecer nas próximas três décadas, principalmente daqueles que irão ter seu ápice no ano decisivo de 1984!
Mário Sassi
terça-feira, 21 de agosto de 2012
REFLEXÃO
DIFERENÇAS ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE
A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade te dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade te diz: "aprende com o erro".
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião te busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade te dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade te diz: "aprende com o erro".
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião te busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
(autor desconhecido)
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